O paciente possui transtorno do espectro autista
Plano de Tratamento de Saúde Mental
1. Resumo Diagnóstico:
O paciente apresenta Transtorno do Espectro Autista (TEA), caracterizado por dificuldades significativas na socialização e desenvolvimento de habilidades de comunicação. O quadro clínico é agravado por crises constantes que dificultam a interação social e interferem na qualidade de vida do paciente.
2. Lista de Problemas:
Dificuldades na socialização.
Crises emocionais frequentes.
Dificuldade de permanência em ambiente de consultório.
Baixa regulação emocional.
3. Objetivos de Tratamento:
Objetivos de Curto Prazo (3-6 meses):
Promover a interação social por meio de atividades em grupo.
Introduzir técnicas de regulação emocional em sessões individuais.
Aumentar a tolerância do paciente a ambientes clínicos, utilizando estratégias de desensibilização.
Objetivos de Longo Prazo (6 meses a 1 ano):
Melhorar as habilidades sociais de forma consistente em situações cotidianas.
Desenvolver autonomia na regulação emocional, permitindo ao paciente gerenciar suas crises de forma eficaz.
Facilitar a participação em atividades comunitárias e sociais.
4. Intervenções e Estratégias de Tratamento:
Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) adaptada para TEA, focando na regulação emocional e habilidades sociais.
Atividades terapêuticas em grupo com foco em habilidades sociais, utilizando jogos e dinâmicas de interação.
Sessões de terapia familiar para envolver os cuidadores no processo de tratamento e na aplicação de técnicas em casa.
Criação de um ambiente de consultório mais acolhedor, utilizando materiais visuais e objetos de conforto.
5. Frequência e Duração dos Serviços:
Sessões individuais: 1 vez por semana, com duração de 50 minutos.
Sessões em grupo: 1 vez por semana, com duração de 60 minutos.
Avaliação a cada 3 meses para reajuste do plano de tratamento conforme necessário.
6. Coordenação de Cuidados:
Colaboração com pediatras e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento do paciente.
Comunicação regular com a família para garantir que as estratégias de tratamento sejam implementadas no ambiente doméstico.
7. Critérios de Alta:
O paciente apresenta melhora significativa nas habilidades de socialização, com capacidade de participar de atividades em grupo.
Redução na frequência e intensidade das crises emocionais, com estratégias de regulação emocional sendo utilizadas de forma independente.
O paciente é capaz de permanecer no consultório e participar ativamente das sessões de terapia.
8. Medidas de Progresso:
Avaliação dos níveis de interação social por meio de observações diretas e relatórios de cuidadores.
Uso de escalas de autoavaliação e relatórios de pais para medir a frequência e a intensidade das crises emocionais.
Registro das atividades realizadas nas sessões e feedback sobre a aplicação das habilidades em casa.
9. Plano de Segurança (se aplicável):
Identificação de gatilhos que levam a crises emocionais e desenvolvimento de um plano de ação para esses momentos.
Treinamento da família em técnicas de desescalada e manejo de crises.
Criação de um espaço seguro no consultório onde o paciente possa se retirar e se acalmar, se necessário.
10. Declaração de Necessidade Médica:
O tratamento é considerado necessário para o desenvolvimento das habilidades sociais e regulação emocional do paciente, vitais para a sua qualidade de vida. O não tratamento pode levar ao agravamento das dificuldades emocionais e sociais, impactando negativamente na integração do paciente na sociedade e no seu bem-estar geral. O acompanhamento profissional é fundamental para o progresso terapêutico e a prevenção de crises mais severas.
Este plano de tratamento será revisado periodicamente e os ajustes serão feitos conforme necessário, baseado na evolução do paciente e nas respostas às intervenções propostas.
