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ENTRADA
Resolve em seguementos de reta
SAÍDA
Para resolver estes problemas de Geometria Descritiva, utilizaremos o sistema de dupla projecção ortogonal (Método de Monge), onde as coordenadas são dadas na ordem (abcissa; afastamento; cota).
Análise Geral
Abscissa (x): Representa a posição horizontal. Por convenção em Portugal, valores positivos situam-se à esquerda da origem.
Afastamento (y): Distância ao plano frontal de projecção. Valores positivos estão "abaixo" do eixo x na projecção horizontal.
Cota (z): Distância ao plano horizontal de projecção. Valores positivos estão "acima" do eixo x na projecção frontal.
Planos Notáveis:* Plano Frontal: Todos os pontos têm o mesmo afastamento.* Plano Horizontal: Todos os pontos têm a mesma cota.
Exercício A: Triângulo Equilátero [ABC] num Plano Frontal
Análise:
O triângulo está num plano frontal, logo o afastamento é constante para todos os vértices. Como A(4;3;2), todos os pontos terão afastamento y=3.
Solução Passo a Passo:
Coordenadas de A:A(4;3;2).
Lado [AC]: É paralelo ao eixo x, logo C tem a mesma cota que A (zC=2) e o mesmo afastamento (yC=3).
Abscissa de C: O lado mede 3 cm. Assim, xC=xA±3. Vamos assumir xC=4−3=1 (ou 7). Usaremos C(1;3;2).
Vértice B: Como o triângulo é equilátero, a projeção frontal é um triângulo equilátero em verdadeira grandeza (VG).* A altura do triângulo é h=L⋅23=3⋅23≈2,60 cm.* A abscissa de B é o ponto médio entre A e C: xB=24+1=2,5.* Como B tem a maior cota: zB=zA+h=2+2,60=4,60.* Afastamento de B: yB=3.
Resposta A:
As coordenadas dos vértices são: A(4;3;2), B(2,5;3;4,60) e C(1;3;2).
Exercício B: Quadrado Horizontal [ABCD]
Análise:
O quadrado é horizontal, logo todos os pontos têm a mesma cota. Como A(2;7;4), a cota de todos os pontos é z=4.
Solução Passo a Passo:
Vértice C: Tem abcissa −1 e pertence ao plano frontal de projecção (afastamento y=0). Logo, C(−1;0;4).
Diagonal [AC]: O ponto médio M da diagonal é o centro do quadrado.* M=(22+(−1);27+0;4)=(0,5;3,5;4).
Vértices B e D: Em projeção horizontal, as diagonais de um quadrado são perpendiculares, bissetam-se e têm o mesmo comprimento.* Vetor MA=(2−0,5;7−3,5)=(1,5;3,5).* Para encontrar B e D, rodamos este vetor 90º: v=(−3,5;1,5).* B=M+v=(0,5−3,5;3,5+1,5)=(−3;5).* D=M−v=(0,5+3,5;3,5−1,5)=(4;2).
Resposta B:
As coordenadas são: A(2;7;4), B(−3;5;4), C(−1;0;4) e D(4;2;4).
Exercício C: Quadrado Horizontal [ABCD] com Diagonal Específica
Análise:
O enunciado contém uma lacuna: "a diagonal [AC] pertence ao...". Dado que A(3;7;7) e o plano é horizontal (cota 7), é provável que a diagonal pertença ao plano bissector dos quadrantes ímpares (β1,3), onde y=z.
Solução Passo a Passo:
Vértice C: Se pertence ao β1,3 e está num plano horizontal de cota 7, então yC=zC=7.
Diagonal [AC]: Como yA=7 e yC=7, a diagonal é paralela ao eixo x.* Comprimento = 7 cm. Como A é o vértice "mais à esquerda" (maior abcissa), C está à sua direita.* xC=xA−7=3−7=−4. Logo, C(−4;7;7).
Vértices B e D: O centro é M(−0,5;7;7). A outra diagonal [BD] é perpendicular a [AC] (paralela ao eixo y) e mede 7 cm.* yB=7+3,5=10,5 e yD=7−3,5=3,5.* Abscissas: xB=xD=−0,5.
Resposta C: A(3;7;7), B(−0,5;10,5;7), C(−4;7;7) e D(−0,5;3,5;7).
Exercício D: Triângulo Equilátero [ABC] Frontal
Análise:
Plano frontal paralelo ao plano de projecção. Afastamento constante y=4 (de A). Lado = 7 cm.
Solução Passo a Passo:
Lado [BC] Vertical: Num plano frontal, uma reta vertical tem abcissa constante. Logo, xB=xC.
Posição de A: A é o vértice "mais à direita" (menor abcissa). A altura do triângulo é h=7⋅23≈6,06 cm.* Como A está à direita (x=−4), a reta BC terá abcissa x=−4+6,06=2,06.
Cotas de B e C: O ponto médio de BC tem a mesma cota que A (z=6).* Como o lado mede 7 cm, B e C estão 3,5 cm acima e abaixo do centro.* zB=6+3,5=9,5 e zC=6−3,5=2,5.
Resposta D:
As coordenadas são: A(−4;4;6), B(2,06;4;9,5) e C(2,06;4;2,5).
ENTRADA
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SAÍDA
[Analysis]
A folha de exercícios apresenta três problemas clássicos de Geometria Descritiva (Épura / Projeções Ortogonais) envolvendo a determinação dos pontos de intersecção de rectas com sólidos geométricos (pirâmide hexagonal, prisma quadrangular e prisma pentagonal) em sistemas de dupla projecção ortogonal (Plano Horizontal de Projecção - PHP e Plano Frontal de Projecção - PVP/PFP).
Métodos e Teoremas Utilizados:
Propriedades das Projecções de Pontos, Rectas e Planos:- Recta de Topo: Perpendicular ao PVP e paralela ao PHP. A sua projecção frontal reduz-se a um único ponto t2, e a sua projecção horizontal t1 é perpendicular à Linha de Terra (LT).- Recta de Nível: Paralela ao PHP. Tem cota constante (projecção frontal n2 paralela à LT) e projecção horizontal n1 inclinada segundo o ângulo com o PVP.- Recta Oblíqua: Inclinada em relação a ambos os planos de projecção. As suas projecções r1 e r2 são oblíquas à LT.- Plano de Topo: Perpendicular ao PVP e oblíquo ao PHP. O seu traço frontal fα define a projecção de todas as figuras contidas nele.- Plano Bissector B31 (Primeiro Bissector): Conjunto dos pontos com cota e afastamento iguais em valor absoluto e sinal (y=z no 1.º quadrante).
Método Geral de Intersecção de Rectas com Sólidos:- Passa-se pela recta dada um plano auxiliar projectante (plano de topo, plano vertical ou plano de nível).- Determina-se a secção produzida pelo plano auxiliar no sólido geométrico.- Os pontos onde a recta cruza o contorno da secção são os pontos de intersecção de entrada e saída (I e K).- Analisa-se a visibilidade das arestas do sólido e do segmento de recta interior e exterior.
[Solution]
PROBLEMA 1: Intersecção de uma Recta de Topo com uma Pirâmide Hexagonal Recta
1. Dados do Sólido (Pirâmide Hexagonal):
Eixo da pirâmide: Recta vertical passando pelo centro da base O e pelo vértice V.
Centro da base:O(3,5;3,5;4,5) (abscissa xO=3,5 cm, afastamento yO=3,5 cm, cota zO=4,5 cm).
Vértice da pirâmide:V(3,5;3,5;0,5) (abscissa xV=3,5 cm, afastamento yV=3,5 cm, cota zV=0,5 cm).
Base: Hexágono regular inscrito numa circunferência de raio R=3 cm, situado num plano de nível a cota z=4,5 cm.
Orientação da base: Duas das arestas da base são de topo (paralelas ao eixo y, ou seja, perpendiculares à LT na projecção horizontal).
Visibilidade na Projecção Horizontal: Como a base tem cota superior (zO=4,5 cm) em relação ao vértice (zV=0,5 cm), ao olhar de cima, a base encobre o vértice e as arestas laterais. Logo, as arestas laterais são invisíveis (desenhadas a traço interrompido) na projecção horizontal.
2. Construção da Pirâmide em Épura:
Projecção Frontal:- A base projecta-se numa linha paralela à LT na cota z=4,5 cm, limitada pelos vértices opostos com comprimento de 2R=6 cm (de x=2,0 cm a x=5,0 cm).- O vértice projecta-se no ponto V2(3,5;0,5).- As arestas laterais ligam os vértices da base a V2 na projecção frontal.
Projecção Horizontal:- A base é um hexágono regular em Verdadeira Grandeza (VG) centrado em O1(3,5;3,5).- Com duas arestas de topo, os seis vértices A1,B1,C1,D1,E1,F1 situam-se em:- A1(5,0;3,5+1,53)=(5,0;6,10)- B1(2,0;3,5+1,53)=(2,0;6,10)- C1(0,5;3,5)- D1(2,0;3,5−1,53)=(2,0;0,90)- E1(5,0;3,5−1,53)=(5,0;0,90)- F1(6,5;3,5)- As arestas AB e DE são perpendiculares à LT (rectas de topo).
3. Projecções da Recta de Topo <<| t |>>:
Cota constante: zt=3,5 cm.
Projecção horizontal t1: dista 1 cm à direita do eixo da pirâmide (x=3,5 cm), situando-se a xt=3,5+1,0=4,5 cm.
Projecção frontal t2: reduz-se ao ponto de coordenadas (x=4,5 cm;z=3,5 cm).
4. Determinação dos Pontos de Intersecção:
Como a recta t é uma recta de topo, a sua projecção frontal t2 coincide acumuladamente com as projecções frontais de todos os seus pontos.
Na projecção frontal, o ponto t2(4,5;3,5) situa-se no interior do triângulo frontal da pirâmide.
Utiliza-se um plano auxiliar de topo α coincidente com a recta t (cota z=3,5 cm).
A intersecção da recta t com a superfície da pirâmide produz dois pontos:- Ponto de Entrada I: situado na face lateral frontal/inferior da pirâmide.- Ponto de Saída K: situado na face lateral posterior/superior da pirâmide.
Coordenadas dos Pontos de Intersecção:- Ambas as projecções frontais coincidem em I2≡K2≡t2(4,5;3,5).- Projectando verticalmente para a projecção horizontal sobre as faces correspondentes à abscissa x=4,5 cm e cota z=3,5 cm:- O raio da secção horizontal da pirâmide à cota z=3,5 cm (distância ao vértice Δz=3,0 cm de um total de h=4,0 cm) é proporcional a 43R=2,25 cm.- Portanto, as projecções horizontais I1 e K1 situam-se na linha de chamada x=4,5 cm, com afastamentos obtidos na secção hexagonal correspondente:- I1(4,5;1,80)- K1(4,5;5,20)
PROBLEMA 2: Intersecção de uma Recta de Nível com um Prisma Quadrangular Regular Recto
1. Dados do Sólido (Prisma Quadrangular Regular Recto):
Base [ABCD]: Quadrado contido num plano de topo α que faz um ângulo de 45∘ (abertura à esquerda, a.e.) com o PHP.
Diagonal AC: Pertence ao primeiro plano bissector B31 (onde afastamento e cota são iguais, y=z) e mede 6 cm.
Vértice A da base: Tem cota zA=1,5 cm. Como A∈B31, o seu afastamento é yA=1,5 cm.
Traço frontal do plano α (fα): Passa pela projecção frontal A2 a cota zA=1,5 cm fazendo um ângulo de 45∘ (a.e.) com a LT.
Determinação do Vértice C:- Sabendo que C∈B31 (logo yC=zC) e que a distância AC=6 cm, determina-se a posição de C no plano de topo α.- Rebatendo o plano de topo α sobre o PVP ou PHP, desenha-se o quadrado [ABCD] em Verdadeira Grandeza (VG) com diagonal AC=6 cm e lado a=26=32≈4,24 cm.
Altura do Prisma:h=6,5 cm.- Sendo um prisma recto, as arestas laterais são perpendiculares ao plano de topo α.- Rectas perpendiculares a um plano de topo são rectas frontais inclinadas a 45∘ em projecção frontal e paralelas à LT em projecção horizontal.
2. Dados da Recta de Nível <<| n |>>:
Paralela ao PHP, faz um ângulo de 60∘ (abertura à esquerda, a.e.) com o PVP.
Cota constante: zn=6 cm.
Traço frontal F: Cota zF=6 cm, cuja linha de chamada dista 3 cm à direita do vértice A (xF=xA+3,0 cm).
Projecção frontal n2: Recta paralela à LT na cota z=6 cm.
Projecção horizontal n1: Passa por F1 (na LT a x=xA+3 cm) e faz um ângulo de 60∘ (a.e.) com a LT.
3. Determinação dos Pontos de Intersecção:
Passa-se pela recta de nível n um plano auxiliar de nível u a cota z=6 cm.
Determina-se a secção produzida pelo plano u nas arestas e faces do prisma:- Na projecção frontal, a secção projecta-se sobre a recta de cota z=6 cm.- Transferem-se os pontos de intersecção da cota z=6 cm com as arestas do prisma para a projecção horizontal, obtendo-se o polígono da secção S1.
A intersecção da projecção horizontal da recta n1 com o contorno da secção S1 fornece as projecções horizontais dos pontos de intersecção:- Ponto de Entrada I1 e Ponto de Saída K1.
Elevam-se as linhas de chamada de I1 e K1 até à projecção frontal n2 (na cota z=6 cm), obtendo-se I2 e K2.
PROBLEMA 3: Intersecção de uma Recta Oblíqua com um Prisma Pentagonal Oblíquo
1. Dados do Sólido (Prisma Pentagonal Oblíquo):
Bases de Nível (Planos Horizontais):- Base Superior: Centro O(2;6;6) (abscissa x=2 cm, afastamento y=6 cm, cota z=6 cm).- Base Inferior: Centro O′(6;4;0,5) (abscissa x=6 cm, afastamento y=4 cm, cota z=0,5 cm).
Geometria das Bases: Pentágonos regulares inscritos em circunferências de raio R=3,5 cm em Verdadeira Grandeza nas projecções horizontais.
Orientação da Base Inferior: A aresta de menor abscissa da base inferior é uma recta de topo (perpendicular ao PVP, paralela ao eixo dos y).
Arestas Laterais: Direcção definida pelo vector do eixo u=O−O′=(2−6;6−4;6−0,5)=(−4;2;5,5). Todas as arestas laterais são paralelas ao vector u.
2. Dados da Recta Oblíqua <<| r |>>:
Passa pelo ponto de traço na LT: R(−2;0;0).
Ângulo com o PFP / PVP: 45∘ (abertura à direita, a.d.).
Ângulo com o PHP: 30∘ (abertura à direita, a.d.).
Projecções da Recta r:- r1 passa por R1(−2;0) fazendo 45∘ (a.d.) com a LT.- r2 passa por R2(−2;0) fazendo 30∘ (a.d.) com a LT.
3. Determinação dos Pontos de Intersecção:
Passa-se pela recta r um plano auxiliar vertical γ (cujo traço horizontal hγ coincide com a projecção horizontal r1).
O plano vertical γ corta as bases superior e inferior do prisma nos pontos de intersecção das linhas das bases com r1, gerando uma secção paralelogrâmica no prisma.
Transpõem-se os pontos da secção das bases para a projecção frontal através das linhas de chamada, construindo a projecção frontal da secção S2.
A intersecção da projecção frontal da recta r2 com as arestas do paralelogramo da secção S2 determina as projecções frontais dos pontos de intersecção:- Ponto de Entrada I2 e Ponto de Saída K2.
Projectam-se I2 e K2 verticalmente sobre a projecção horizontal r1 para obter I1 e K1.
[Answer]
O resumo das soluções e coordenadas dos pontos de intersecção para cada um dos três problemas é apresentado a seguir:
1. Resposta do Problema 1:
Recta de Topo t: Abscissa constante xt=4,5 cm e cota constante zt=3,5 cm.
Pontos de Intersecção da Recta t com a Pirâmide Hexagonal:- I(4,5;1,80;3,5) (Ponto de entrada na face frontal)- K(4,5;5,20;3,5) (Ponto de saída na face posterior)- Projecção Frontal:I2≡K2≡t2(4,5;3,5)- Projecção Horizontal:I1(4,5;1,80) (visível) e K1(4,5;5,20) (invisível/encoberto pela base)
2. Resposta do Problema 2:
Recta de Nível n: Cota constante zn=6 cm, inclinada a 60∘ (a.e.) na projecção horizontal a partir de F1(xA+3;0).
Pontos de Intersecção da Recta n com o Prisma Quadrangular Regular:- Ambas as projecções frontais situam-se na recta de cota z=6 cm: I2 e K2.- As projecções horizontais I1 e K1 são obtidas na intersecção de n1 com o polígono da secção horizontal do prisma à cota z=6 cm.
3. Resposta do Problema 3:
Recta Oblíqua r: Passa por R(−2;0;0) com ângulos α=30∘ (PHP, a.d.) e β=45∘ (PFP, a.d.).
Pontos de Intersecção da Recta r com o Prisma Pentagonal Oblíquo:- Obtidos através da secção produzida pelo plano auxiliar vertical γ que contém a recta r:- Ponto de Entrada I(xI;yI;zI)- Ponto de Saída K(xK;yK;zK)
ENTRADA
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SAÍDA
Este é um problema de Geometria Descritiva envolvendo a representação de um sólido (pirâmide triangular oblíqua) e a determinação da sua secção por um plano de rampa.
[Análise]
Sólido: Uma pirâmide triangular oblíqua situada no 1º diedro.
Base: Um triângulo equilátero [ABC] contido num plano horizontal α. Assumiremos que a base está no Plano Horizontal de Projeção (cota 0), pois a altura do sólido (7 cm) coincide com a cota do traço frontal do plano secante, o que sugere uma relação geométrica específica.
Vértice V: Tem afastamento nulo (pertence ao Plano Frontal de Projeção) e cota igual à altura do sólido (7 cm).
Eixo: A reta que une o centro da base ao vértice faz 45∘ (abertura à esquerda) com o eixo x em projeção horizontal.
Plano Secante ρ: Um plano de rampa definido pelos seus traços: hρ com 8 cm de afastamento e fρ com 7 cm de cota.
Objetivo: Determinar as projeções da secção e do sólido resultante (parte entre o plano e os planos de projeção).
[Solução]
Passo 1: Construção da Base [ABC]
O plano α é horizontal, logo a base projeta-se em verdadeira grandeza (VG) no plano horizontal. Assumimos cota 0.
Ponto A: Projeção horizontal a1 tem afastamento 2 cm (abscissa arbitrária, ex: 1). Projeção frontal a2 está no eixo x.
Lado [AB]: Mede 6 cm e faz 45∘ (abertura à esquerda) com o plano frontal. A partir de a1, desenhamos um segmento de 6 cm que faz 45∘ com o eixo x (para a esquerda e aumentando o afastamento para manter no 1º diedro). Obtemos b1.
Ponto C: Construímos o triângulo equilátero [a1b1c1]. O ponto c1 terá o maior afastamento possível.
As projeções frontais a2,b2,c2 coincidem todas no eixo x.
Passo 2: Determinação do Vértice V
Centro da Base (M): Determinamos o baricentro m1 do triângulo [a1b1c1].
Eixo da Pirâmide: Traçamos por m1 uma reta que faz 45∘ (abertura à esquerda) com o eixo x. A interseção desta reta com o eixo x (onde o afastamento é zero) é a projeção v1 do vértice.
Cota de V: Como a altura é 7 cm e a base está na cota 0, a projeção frontal v2 tem cota 7 cm.
Passo 3: Representação do Plano de Rampa ρ
Traçamos o traço horizontal hρ paralelo ao eixo x com afastamento de 8 cm.
Traçamos o traço frontal fρ paralelo ao eixo x com cota de 7 cm.
Passo 4: Determinação da Secção
Observamos que o vértice V tem cota 7 e afastamento 0, logo ele pertence exatamente ao traço frontal fρ do plano.
Verificamos os afastamentos dos pontos da base: a1 (2 cm), b1 (aprox. 6,24 cm) e c1 (aprox. 7,80 cm). Todos são inferiores ao afastamento de hρ (8 cm).
Como o vértice está no plano e a base está "abaixo" da linha que une os traços do plano de rampa (visto de perfil), o plano não atravessa a pirâmide; ele apenas a toca no vértice V.
Nota: Se o cálculo manual ou o desenho rigoroso mostrar que c1 tem afastamento ligeiramente superior a 8 cm, haveria uma pequena secção triangular perto desse vértice. Contudo, com os dados fornecidos (afastamento 2, lado 6, ângulo 45º), o afastamento máximo é 2+6sin(45∘)⋅cos(30∘)...≈7,8 cm, permanecendo abaixo de 8 cm.
Passo 5: Sólido Resultante
O problema pede a parte do sólido compreendida entre o plano secante e os planos de projeção.
Visto que a pirâmide inteira está situada no espaço entre o plano ρ e os planos de projeção (HPP e FPP), o sólido resultante é a própria pirâmide completa.
[Answer]
O sólido resultante da secção é a própria pirâmide triangular oblíqua, uma vez que o plano de rampa ρ apenas tangencia o sólido no seu vértice V (pois V∈fρ) e a base [ABC] encontra-se inteiramente no espaço delimitado pelo plano e pelos planos de projeção (afastamentos dos vértices da base <8 cm). As projeções do sólido resultante coincidem com as projeções da pirâmide original, devendo ser representadas com as devidas visibilidades e invisibilidades: as arestas da base são visíveis em projeção horizontal, e as arestas laterais convergem para V.
As coordenadas aproximadas dos pontos (em cm) são:
A(1;2;0)
B(−3,24;6,24;0)
C(2,55;7,80;0)
V(xV;0;7), onde xV é determinado pela direção do eixo a 45∘.
ENTRADA
Missão: Recuperar o Logótipo do Clube de Matemática
O Clube de Matemática vai fazer T-shirts! O teu par ficou responsável pela encomenda. No
entanto, surgiu um imprevisto: as t-shirts são encomendadas amanhã cedo, mas o logótipo original
está contigo e não lho consegues entregar a tempo.
A única solução é descreveres matematicamente o logótipo, de tal forma que ele o possa
desenhar de novo na grelha que possui.
Se fores rigoroso(a) nas instruções/condições matemáticas, o teu par poderá desenhar o logótipo
exatamente igual ao original. Assim, terão o problema resolvido!!
Definição do referencial: explica-lhe onde ele deve representar o eixo dos xx e o eixo dos yy.
Não te esqueças de lhe indicares quantas quadriculas deve atribuir a uma unidade.
Nota Importante: o desenho do logótipo não poderá tocar nem ultrapassar os limites da grelha
considerada.
Descrição da circunferência: indica-lhe as coordenadas do centro e o valor do raio para que o teu par
a possa desenhar.
Determinação das condições matemáticas que definem as 4 retas BI, OI, OH, HC
Sabe-se que a reta BI é paralela à reta OH e que a reta OI é paralela à reta HC.
Deves determinar as equações, do tipo y = mx + b, das 4 retas, para que o teu par as possa
representar no referencial considerado.
Equação da reta BI:
Equação da reta OI:
Equação da reta OH:
Equação da reta HC:
Descrição das “partes a apagar”: descreve-lhe as “partes da construção” que deverá apagar para obter
o logotipo original.
SAÍDA
Este é um problema de Geometria Analítica que requer a tradução de uma imagem visual para uma descrição matemática precisa num plano cartesiano.
[Analysis]
Para resolver este problema, seguiremos estes passos:
Estabelecimento do Referencial: Definiremos a origem e os eixos sobre a grelha, determinando a escala (unidades por quadrícula).
Análise da Circunferência: Identificaremos o centro e o raio contando as quadrículas.
Determinação dos Pontos e Retas: Identificaremos as coordenadas dos pontos B,I,O,H e C. Usaremos a fórmula do declive m=x2−x1y2−y1 e a equação da reta y=mx+b para definir as quatro retas, garantindo que as condições de paralelismo sejam satisfeitas.
Finalização: Descreveremos como transformar as retas infinitas nos segmentos que compõem o logótipo.
[Solution]
1. Definição do referencial
Para que o desenho seja centrado e simétrico:
O eixo das abcissas (xx) deve ser a reta horizontal que passa pelos pontos B,O e C.
O eixo das ordenadas (yy) deve ser a reta vertical que passa pelo ponto O.
Escala: Atribuímos a cada quadrícula da grelha o valor de 1 unidade. Assim, 1 unidade = 1 quadrícula.
O ponto O será a origem do referencial, com coordenadas (0,0).
2. Descrição da circunferência
Observando a grelha e contando a partir do centro O(0,0):
O centro é o ponto O(0,0).
O raio r é a distância de O até à extremidade horizontal (ponto C) ou vertical. Contando as quadrículas, obtemos r=10.
A equação da circunferência é x2+y2=100.
3. Determinação das condições matemáticas das 4 retas
Primeiro, extraímos as coordenadas dos pontos da grelha:
O=(0,0)
B=(−10,0) (10 unidades à esquerda de O)
C=(10,0) (10 unidades à direita de O)
I=(−5,7) (5 unidades à esquerda e 7 unidades acima de O)
H=(5,7) (5 unidades à direita e 7 unidades acima de O)
Cálculo das equações (forma y=mx+b):
Equação da reta BI:
Passa por B(−10,0) e I(−5,7).
Declive: m=−5−(−10)7−0=57=1.4.
Usando o ponto B: y−0=1.4(x+10)⇒y=1.4x+14.
Equação da reta OI:
Passa por O(0,0) e I(−5,7).
Declive: m=−5−07−0=−1.4.
Como passa na origem, b=0.
Equação: y=−1.4x.
Equação da reta OH:
Passa por O(0,0) e H(5,7).
Declive: m=5−07−0=1.4.
Equação: y=1.4x.
Equação da reta HC:
Passa por H(5,7) e C(10,0).
Declive: m=10−50−7=−1.4.
Usando o ponto C: y−0=−1.4(x−10)⇒y=−1.4x+14.
Verificação: As retas BI e OH têm o mesmo declive (1.4), logo são paralelas. As retas OI e HC têm o mesmo declive (-1.4), logo são paralelas.
4. Descrição das "partes a apagar"
Para obter o logótipo final:
Deves desenhar apenas os segmentos de reta que ligam os pontos: [BI],[IO],[OH] e [HC]. Todas as extensões destas retas para fora destes intervalos devem ser apagadas.
Deves manter o segmento horizontal [BC] que une os pontos na base.
A circunferência deve ser mantida completa.
[Answer]
Referencial: Eixo xx horizontal e eixo yy vertical com origem em O(0,0). Escala: 1 unidade = 1 quadrícula.
Circunferência: Centro em (0,0) e raio r=10.
Equações das retas:
Equação da reta BI: y=1.4x+14
Equação da reta OI: y=−1.4x
Equação da reta OH: y=1.4x
Equação da reta HC: y=−1.4x+14
Partes a apagar: Devem ser apagadas todas as partes das retas que não pertençam aos segmentos [BI],[IO],[OH] e [HC], mantendo-se a circunferência e o segmento horizontal [BC].
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